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segunda-feira, 17 de junho de 2013













Nossa Sra. de Monsserat
No dia em que nos conhecemos,
O amor se revelou tão verdadeiro,
Que por um instante emudecemos,
E ficamos enternecidos por inteiro.

Nós trocamos os nossos segredos,
Na certeza de termos confiança,
Falamos dos nossos sentimentos,
E sobre as nossas semelhanças.

No seu amor eu vejo sinceridade,
Você é meu aconchego e abrigo,
Misto de carinho, amor, amizade,
Me sinto realizada e feliz contigo.

Partilhamos alegrias e tristezas,
Semeias amor no meu coração,
Nos sentimos felizes lado a lado,
Vivemos num mundo de emoção.

É tão prazeroso estar com você,
Com esse seu jeitinho apaixonado,
Demasiadamente o amo e anseio,
Seja pra sempre o meu namorado.

terça-feira, 4 de junho de 2013

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares
Na penumbra
Se vivem reflexos de esperança,
na pausa da incerteza!

Entre raios estelares,
Prenúncio de alva beleza,
Gritos doridos, cânticos,
Adoração e prece!

E, de uma voz doce,
Celestial, melodiosa,
Um chamamento de amor:

“dizei a todos que venham também...”!

E vieram... com fé,
E voltaram... em paz,
Procurando tal amor!

Joaquim do Carmo
em ‘Amanhecer Pelo Fim da Tarde”
 
Vestiu-se para um baile que não há.
Sentou-se com suas últimas jóias.
E olha para o lado, imóvel.

Está vendo os salões que se acabaram,
embala-se em valsas que não dançou,
levemente sorri para um homem.
O homem que não existiu.

Se alguém lhe disser que sonha,
levantará com desdém o arco das sobrancelhas,
Pois jamais se viveu com tanta plenitude.

Mas para falar de sua vida
tem de abaixar as quase infantis pestanas,
e esperar que se apaguem duas infinitas lágrimas.

Cecília Meireles
de 'Poesias Completas'